quarta-feira, 26 de julho de 2017

razoável

Ao colocar a razoabilidade e proporcionalidade como suas colunas, o Direito abriu para qualquer um a competência de se achar razoável.

terça-feira, 25 de julho de 2017

dependência

O problema parece ir além da "normalização" do crime. Podemos suspeitar de uma dependência dessa normalização por muitos dos principais setores da vida social. Eles não apenas convivem com o crime ou dele se aproveitam. Eles usam o crime como regra do jogo e meio de funcionamento. A retirada do crime seria disruptiva.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

dedos

A exigência política de que você deve se liberar de você mesmo é um dos grandes ideais de dominação da autoridade. Estranhamente, usa a ideia de liberdade, embora liberdade como um se livrar de si. Um novo homem, sem agência e sem centro, que se move por cordas amarradas, na outra ponta, em outros dedos.

domingo, 23 de julho de 2017

substância e forma

O sistema de partidos, que substituiu o constitucionalismo, na substância, ensaia, mundialmente, um avanço sobre a forma constitucional. O judiciário, como ocorre, na Polônia, tende a ser uma das vítimas preferidas.

evitar o outro

Partidos políticos justificam a necessidade de poder, muitas vezes, a partir de uma lógica preventiva. O poder não poder cair nas erradas mãos, naquelas de seus adversários políticos. O medo dos outros no poder redesenha a lógica política, instrumentaliza os eventos e interpretações. O que ocorre e o que se defende são cobertos pela análise da utilidade para uns e para outros. Elas se excluem. O bom para o outro é sempre ruim. Não importa se assim agir possa abrir inconsistências com plataformas ou valores tradicionais do grupo. A utilidade para uns e para outros está no topo da hierarquia das escolhas.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

até

Limite do Estado Social é sua compatibilidade com a geração privada eficiente de riqueza.

passagens

O discurso jurídico da modernidade é a correção de injustiças históricas. O fundamento maior para privilégios deixa de ser a origem histórica e passa a ser a utilidade. As classes privilegiadas deixam de ser classes guerreiras ou espirituais. Elas se transformam nas classes geradoras de riquezas e serviços.